Escolher o cimento errado para um procedimento não é só questão de resultado estético, pode comprometer a retenção da peça e a durabilidade do trabalho inteiro. Com tantas opções no mercado, é comum ter dúvida sobre qual cimento usar em cada situação clínica.
Este guia organiza os principais tipos de cimento odontológico e quando cada um é indicado.
Cimento de ionômero de vidro
Um dos mais versáteis do consultório, com liberação de flúor e boa adesão a estrutura dentária e materiais restauradores. É indicado tanto para cimentação de peças protéticas quanto para restaurações provisórias e em odontopediatria, onde a liberação de flúor é um diferencial importante.
Cimento resinoso
Indicado principalmente para cimentação definitiva de próteses estéticas, como facetas e coroas de porcelana, por oferecer alta resistência e melhor estética na linha de cimentação, que fica praticamente invisível. Exige controle de umidade mais rigoroso durante a aplicação.
Cimento de fosfato de zinco
Um cimento mais tradicional, ainda usado para cimentação de próteses metálicas e coroas provisórias de longa duração. Tem boa resistência mecânica, mas não tem propriedade adesiva nem libera flúor, o que limita seu uso em odontologia estética.
Cimento de hidróxido de cálcio
Usado principalmente como forramento em cavidades profundas, próximas à polpa, por sua ação protetora e estímulo à formação de dentina secundária. Não é indicado como cimento definitivo de peça protética, apenas como base protetora.
Como escolher o cimento certo
A escolha depende de três fatores: o tipo de restauração (provisória ou definitiva), o material da peça a ser cimentada (metal, cerâmica, resina) e a exigência estética do caso. Na dúvida, o fabricante do material restaurador geralmente indica o cimento compatível na bula técnica do produto.
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Perguntas frequentes
Cimento resinoso serve para restauração provisória?
Não é o mais indicado. Para provisórios, cimento de ionômero de vidro ou óxido de zinco costuma ser mais prático, já que o cimento resinoso é pensado para cimentação definitiva.
Cimento de ionômero de vidro substitui o resinoso em estética?
Não totalmente. O ionômero tem boa adesão e libera flúor, mas o resinoso ainda é superior em estética e resistência para peças de porcelana visíveis.
Conclusão
Não existe “o melhor cimento”, existe o cimento certo para cada situação clínica. Ter as principais categorias disponíveis no estoque evita improviso na hora da cimentação e garante o resultado esperado para cada tipo de restauração.
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